Por: Edivan Costa
31/05/2025
O pequi (Caryocar brasiliense) é um fruto nativo do cerrado brasileiro, bioma que ocupa uma grande parte do território do Brasil, sendo considerado o segundo maior bioma do país.
Sua presença é marcante nos estados de Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Bahia, Maranhão, Piauí, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, onde é parte fundamental da cultura, da culinária e da economia local.
O nome “pequi” vem do termo indígena em tupi-guarani “pe’kĩ”, que significa “pele espinhosa”, uma alusão clara ao seu caroço coberto de espinhos extremamente finos e duros, que podem causar ferimentos na boca se não for consumido corretamente.
Sua história se confunde com a própria ocupação humana no cerrado. Povos indígenas já utilizavam o pequi muito antes da chegada dos colonizadores, tanto na alimentação como na medicina tradicional.
Com a colonização e o avanço das cidades no interior do Brasil, o fruto foi incorporado à culinária típica e se transformou em símbolo da identidade cultural dos cerratenses.
O pequi também esteve presente nos tempos de tropeirismo, sendo uma das fontes alimentares nas longas viagens, devido ao seu valor energético e à facilidade de conservação do óleo extraído do fruto.
Atualmente, o pequi tem ganhado espaço não só no mercado interno, mas também começa a ser reconhecido internacionalmente por suas propriedades nutricionais, sabor exótico e potencial na gastronomia gourmet.
Além disso, ele tem sido estudado em universidades e centros de pesquisa devido aos seus benefícios antioxidantes, anti-inflamatórios e na prevenção de doenças cardiovasculares.
Apesar de sua resistência, o pequi sofre ameaças constantes devido ao avanço do agronegócio, desmatamento e queimadas descontroladas no cerrado.
Por isso, existe hoje um movimento crescente de preservação da árvore do pequi, incentivo ao extrativismo sustentável e à valorização dos saberes tradicionais que cercam esse fruto tão importante para o Brasil.